Frequently Asked Question

Para que serve o comando DF (Disk Free)?
Last Updated 2 years ago

F (Disk Free)

Este comando é utilizado para listar as partições do sistema e montadas (disponíveis para uso). Sem parâmetros exibirá uma lista as informações em colunas, sendo:

Coluna

Filesystem ou Sist.Arq.

1K-blocks ou 1K-blocos

Used ou Usado

Available ou Disponível

Use% ou Uso%

Monted on ou Montado em

Descrição

É o sistema de arquivo em uso, seu endereço lógico

Tamanho em blocos de 1Kilobyte

Quantidade de blocos em uso

Quantidade de blocos dispóníveis

Porcentagem de uso

Ponto de montagem

image

Dentre os parâmetros que podem ser utilizados, destacamos:
-h: mostra as informações de tamanho e uso em formato mais legível (Megabytes, Gigabytes);
-T: mostra o tipo de sistema de arquivos de cada partição;
-a: mostra discos de sistema que possuem 0 blocos;
-l: lista somente discos locais;
-t: filtra por um tipo de sistema de arquivo, ex: df -t ext4 (mostrará somente disco com sistema de arquivo ext4);
-x: exclui da lista o tipo de sistema de arquivo especificado, ex: df -x ext4 (não mostrará sistemas de arquivo ext4);
-i: mostra os inodes (index node), será tratado mais a frente;
-P: pode ser usado para que a saída fique na mesma linha, útil para quando realizamos consulta por script.

Para que o resultado imprima somente um recurso ou arquivo específico basta adicioná-lo no comando:

$ df -hT /var

$ df -h /home/mickey/arquivo.txt

Inode

Os diretórios e arquivos são identificados no kernel como números de nó i (inode), trata-se de uma estrutura de dados que possui informações sobre dono, grupo, tipo e permissões de acesso, além disso apontam para os blocos de dados. Possuem um número único dentro de cada dispositivo, ou seja, pode ter nomes iguais desde que em dispositivos diferentes. Esses blocos de dados possuem um limite por arquivo ou nó e podem ocorrer ligações indiretas para arquivos muito grandes, como um desenho de diretório em que as informações mais atuais ficam nas ramificações das extremidades, mas cada arquivo possui somente um inode, logo, é o número de inodes que indica o volume de arquivos /diretórios que um sistema possui. Isso fará sentido na busca por mais informações e detalhes por ocupação no disco, uma vez que eles podem indicar arquivos em processo de exclusão que ocupam espaço por terem entrado na fila de processamento.

Para listar inodes do diretório atual:
$ ls -i

image

Para listar inodes das partições do sistema: 

$ df -i

image


OBS: Quando há um link de um arquivo (ln) ele compartilhará o mesmo inode que o arquivo original, porém quando é criado um link simbólico (ln -s) é criado um novo inode.

image

Links são criados para apontar para a mesma área de disco ou criar um alias (nome curto) de um arquivo. Acontece que a edição do arquivo, independente de qual nome utilizar, será feita para ambos - uma vez que se referenciam ao mesmo arquivo. O link físico terá o mesmo tipo de sistema de arquivo que o original. Já o link simbólico é um apontamento ao arquivo original, ele é menor em tamanho ocupado no disco pois não é uma 'cópia' do arquivo, é somente uma referência. Nos casos de ocupação de disco, links físicos ocupam o mesmo espaço que o arquivo original, enquanto o link simbólico é bem menor.

Para verificação dos discos ainda podemos utilizar outros comandos:
$ cat /proc/partitions # mostra partições por blocos e nomes
$ file -s /dev/sda # mostra tipo do sistema de arquivos e UUID
$ lsblk # mostra hierarquia de discos, nomes, tipo e pontos de montagem
$ fdisk -l # mostra lista detalhada dos discos: tamanho, volume de setores, pontos de montagem, tipo, inicialização

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